miércoles, mayo 06, 2020

sábado, noviembre 02, 2019

Cigliola

Pocas mujeres han envejecido tan elegantemente como ella. Me sigue enamorando cada día.
Este video es de 2016 pero no creo que haya cambiado mucho.

domingo, abril 28, 2019

Viseu y Ramiro II de León.

Hace unos dias pasé por Huesca, visité San Pedro el Viejo y la catedral, recordando la leyenda de la campana y Ramiro II "el monje". Hoy ha caido en mi pantalla esta leyenda sobre Ramiro II de León y la ciudad de Viseu, patria de mi amiga Catarina Rocha y su "Viseu senhora da Beira". Esto debe ser un especie de enlace neuronal....una cosa lleva a la otra. El artículo está extraido del blog https://ruilyra.blogspot.com , mi agradecimiento.





 Viseu "D. Ramiro II, Rei das Astúrias e de Leão, que reinou desde o anno de Christo de 931 até o de 950, n'uma excurção que fez de Vizeu, onde então residia, por terras de moiros, viu e enamorou-se da famosa Zahara, irmã de Alboazar, rei moiro, ou alcaide do castello de Gaia sobre o rio Douro. Recolheu-se D. Ramiro a Vizeu com o coração tão captivo, e a razão tão perdida, que sem respeito aos laços, que o uniam a sua esposa D. Urraca, ou como outros lhe chamam D. Gaia, premeditou e executou o rapto de Zahara. Enquanto o esposo infiel se esquecia de Deus e do mundo nos braços da moira gentil n'um palácio à beira mar, o vingativo irmão de Zahara, trocando affronta por affronta, veio de cilada, protegido pela escuridão de uma noite, assaltar e roubar nos seus próprios paços a rainha D. Gaia. A injúria vibra n'alma de Ramiro o ciúme e o desejo de vingança. O ultrajado monarcha vôa à cidade de Vizeu, escolhe os mais valentes d'entre os seus mais aguerridos soldados, e la vae á suaa frente caminho do Douro. Chegando à vista do castello d'Alboazar, deixa a sua cohorte occulta n'um pinhal, e disfarçado em trajes de peregrino, dirige-se ao castello, e por meio de um anel, que faz chegar às mãos de D. Gaia lhe annuncia a sua vinda. O peregrino é introduzido immediatamente à presença da rainha, que fica a sós com elle. Alboazar tinha ido para a caça. D. Ramiro atira para longe de si as vestes e as barbas, que o desfiguravam, e corre a abraçar a esposa. Esta porém repelle-o indignada, e lança-lhe em rosto a sua traição. No meio de um vivo diálogo de desculpas de uma parte, e de recriminações da outra, volta da caçada Alboazar. D. ramiro não pode fugir. Já se sentem na proxima sala os passos do moiro. A rainha, parecendo serenar-se, occulta o marido n'um armário, que na camara havia. Mas apenas entrou Alboazar, ou fosse vencida d'amor por elle, ou cheia d'odio para com o esposo pela fé trahida, abre de par em par as portas do armário, e pede vingança ao moiro contra o christão traidor. D'ahi a pouco era levado el-rei D. Ramiro a justiçar sobre as ameias do castello. Chegado ao logar de execução pediu o infeliz, que lhe fosse permittido antes de morrer despedir-se dos sons accordes da sua bozina. Sendo-lhe concedida esta derradeira graça, D. Ramiro empunha o instrumento, e toca por tres vezes com todas as suas forças. Era este o signal ajustado com os seus soldados, escondidos no proximo pinhal, para que, ouvindo-o, lhe acudissem apressadamente. Portanto n'um volver d'olhos foi o castello cercado, combatido, tomado, e depois incendiado. A desprevenida guarnição foi passada ao fio da espada, e Alboazar teve a morte dos valentes: expirou combatendo. E D. Gaia, como ao passar o Douro para a margem opposta, se lastimasse e mostrasse dôr, vendo abrasar-se o castel'o, foi victima também do ciume de D. Ramiro que cego d'ira a fez debruçar sobre a borda do barco, cortando-lhe a cabeça de um golpe d'espada. Á fortaleza em ruínas ficou o povo chamando o castello de Gaia, à margem do rio, onde aportou o barco de D. Ramiro, deu-lhe o nome de Miragaia, em memória d'aquele fatal mirar da misera rainha". Esta é pois a lenda que se resume ter dado origem ao Brasão de Viseu




. Temos assim que o Castelo representa o de Alboazar, o tocador de corneta, o rei D. Ramiro e a árvore, o bosque em que se esconderam os habitantes de Viseu. Lenda ou fábula ela representa uma forma de interpretação e porque carregada de antiguidade merece bem que se respeite como tal. Mas fazendo fé em Vilhena Barbosa, nem tudo será hipotético porque "D. Ramiro II roubou a moira Zahara, irmã ou filha d'Alboazar, a qual se fez christã, tomando no baptismo o nome de Artida ou Artiga. Repudiando a rainha D. Urraca, casou segundo uns, ou viveu amancebado segundo outros, com Zahara de quem teve um filho, chamado D. Alboazar Ramires que foi o primeiro fundador do Mosteiro de Santo Thirso".

miércoles, enero 02, 2019

Mª do Rosario Pedreira, poetisa.

Conozco la obra de Mª do Rosario a través de la voz de Aldina Duarte que la acerca al público, pero es en la lectura de sus poemas donde se puede gozar de la fuerza de sus sentimientos.


 Poesie ed altro: LEGGI, SONO QUESTI I NOMI DELLE COSE ...

Vem ver-me antes que eu morra de amor — o sangue
arrefece dentro do meu corpo e as rosas desbotam
nas minhas mãos. Da minha cama ouço a tempestade
nos continentes; e já quis partir, deixar que o vento
levasse a minha mala por aí; fiz planos de correr mundo
para te esquecer — mas nunca abria a porta.

Vem ver-me enquanto não morro, mas vem de noite —
a luz sublinha a agonia de um rosto e quero que me recordes
como eu podia ter sido. Da minha cama vejo o sol
tatuar as costas do meu país; e já sonhei que o perseguia,
que desenhava o teu nome no veludo da areia e sentia
a vida pulsar nessa palavra como um músculo tenso
escondido sob a pele — mas depois acordava e não ia.

Vem ver-me antes que morra, mas vem depressa —
os livros resvalam-me do colo e o bolor avança
sobre a roupa. Da minha cama sinto o perfume das folhas
tombadas nos caminhos. O outono chegou. E o quarto
ficou tão frio de repente. E tu sem vires. Agora
quero deitar-me no tapete de musgo do jardim e ouvir
bater o coração da terra no meu peito. Os vermes
alimentam-se dos sonhos de quem morre. E tu não vens.

viernes, noviembre 30, 2018

"MARIA" el nuevo CD de Carminho y que salió hoy a la venta.




Ya lo estoy oyendo y lo recomiendo.
Como iberista convencido, os dejo el texto en portuga, no tiene dificultad ninguna.
O novo álbum de Carminho, “Maria”, é editado no próximo dia 30, e a fadista assina a autoria de sete dos doze temas que o constituem, anunciou esta segunda-feira a discográfica Warner Music.
A editora afirma que este quinto álbum da carreira de Carminho é “o mais pessoal de sempre”, no qual a fadista “participou ativamente na sua produção”, tendo a produção executiva sido também sua, com João Pedro Ruela, Diogo Alves e Marta Pelágio.
O ‘single’ de apresentação do álbum, “O Menino e a Cidade”, estará disponível “em todas as plataformas digitais” na próxima sexta-feira, segundo a mesma fonte.
“A Tecedeira” é o tema de abertura do álbum que inclui ainda, “Estrela”, “A Mulher Vento” e “Poeta”, todos assinados, letra e música, por Carminho.
A fadista assina ainda as letras de “Se Vieres”, que canta na melodia tradicional do Fado Santa Luzia, de Armando Machado, e “Desengano”, que gravou no Fado Latino, de Jaime Santos, e a música de “Quero Um Cavalo de Várias Cores”, de Reinaldo Ferreira.
Outros autores são Joana Espadinha, que assina a letra e música de “O Menino e a Cidade” e “As Rosas”, e Pedro Homem de Mello, de quem canta “O Começo”, no Fado Bizarro, de Acácio Gomes.
A intérprete resgatou um tema do repertório de António Calvário, “Pop Fado”, de César Oliveira e Fernando Carvalho, e “Sete Saias”, com letra e música de Artur Ribeiro, canção que foi um dos seus sucessos, gravada também por nomes como Maria Amélia Canossa e Tristão da Silva.
Neste CD, Carminho é acompanhada por Bernardo Couto, na guitarra portuguesa, em três temas, “O Menino e a Cidade”, “A Mulher Vento” e “Se Vieres”, por José Manuel Neto, nos temas “O Começo” e “Quero Um Cavalo De Várias Cores”, e por Luís Guerreiro, em “Sete Saias”, “Poeta” e “Pop Fado”.
Os outros músicos são Flávio César Cardoso, na viola, José Marino de Freitas, na viola baixo, João Paulo Esteves da Silva, no piano, e Filipe Cunha Monteiro no ‘pedal steal’ e guitarra elétrica.
Carminho toca também guitarra elétrica em “Estrela”.
“Maria” sucede ao álbum “Carminho Canta Jobim”, editado em dezembro de 2016.
Carminho estreou-se discograficamente a solo em 2009, com “Fado”, apesar de já ter cantado, quer na casa de fados da mãe, a fadista Teresa Siqueira, no bairro lisboeta de Alfama, a Taverna do Embuçado, quer em alguns espetáculos, como a Gala Carlos Zel, no Casino Estoril, em 2008, e num espetáculo de homenagem ao poeta José Luís Gordo, na Vidigueira, no Baixo Alentejo, em 2005.
Em 2006, participou na gravação do CD “O Terço Cantado”, e tinha já gravado quatro fados, na Suíça, com a Tertúlia de Fado Tradicional. Em 2008, gravou “Gritava Contra o Silêncio”, excerto de um conto de Sophia de Mello Breyner Andresen, no primeiro disco de inéditos de João Gil.
Ao longo da sua carreira, a fadista tem gravado com artistas de outras áreas musicais, designadamente com os brasileiros Chico Buarque, Milton Nascimento, Marisa Monte, Ney Matogrosso e Nana Caymmi, e com o espanhol Pablo Alborán.
Descargas a través de www.osreformados.com (Hay que registrarse)

martes, octubre 30, 2018

Sílvia Pérez Cruz | Estranha forma de vida





Habrá quien se escandalice pero esta "estranha forma de vida" es otra cosa en la voz de Silvia.

No importa lo que cante, todo lo hace maravillosamente bien.

J'suis snob (Boris Vian) - Tatiana Eva-Marie

Esta Tatiana ha sido mi último y delicioso descubrimento. Sigo descubriendo fadistas en el face, pero esto es otra cosa.....